quinta-feira, 8 de julho de 2010

Reencontro com a rotina


Voltei para casa e trouxe na mala bastante saudade.
Como é bom esse movimento da vida! Esse ir e vir que me permite novas experiências, essa certeza que nada é estático, que a vida flui através de momentos e escolhas, que nos preparam para novos momentos e escolhas.
Em cada viagem que faço encho meu espírito de expectativa e disposição a fim de celebrar cada minuto vivido intensamente.
Passar esses dias em Carajás com parte de minha família e novos amigos me fez renovar as promessas de escolher sempre ser feliz.
Retornei ao trabalho na segunda, reencontrando minha rotina e, apesar de está um pouquinho cansada, pois cheguei em Salvador na silêncio da madrugada depois de outro chá de aeroporto em Belo Horizonte, estou feliz por voltar a trabalhar, rever colegas e alunos.
Iniciei este semestre com ideias novas, novos projetos e muita disposição. O ar puro de Carajás, a pausa para o descanso, o carinho da família e dos amigos recarregaram minhas baterias...rsrs
Sei que  no final do ano estarei mais uma vez brigando com a rotina, cansada, doidinha para desfrutar o período de férias e já planejando outra viagem. Às vezes fico até parecendo aqueles presidiários, que riscam palitinhos na parede para contar os dias que faltam para a liberdade. Isso sem falar nos dias que o astro rei brilha forte, me lembrando que a praia me espera para mais um verão ...rsrs
Mas enquanto esse período não chega, vou curtindo as delícias dessa minha doce rotina.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Carajás


Estou passando alguns dias em Carajás, no núcleo residencial da Vale, no Pará.
A Serra dos Carajás fica localizada no Parque Ecológico de Carajás em plena floresta Amazônica, no município de Parauapebas, Pará. Na serra está localizada a maior mina de ferro a céu aberto do mundo, explorada pela Companhia Vale.
O Núcleo Urbano é uma área residencial subsidiada pela Vale, onde os funcionários da empresa residem. Minha irmã, minha mãe e meus sobrinhos residem aqui e é a segunda vez que visito este lugar encantador.
O núcleo é uma vila que foi projetada num conceito de cidade de primeiro mundo. Aqui, além de nos encantarmos com a fauna e flora da Floresta Amazônica, nos admiramos também com a organização, limpeza, respeito, preservação do meio ambiente... Enfim, tudo que proporciona aos felizardos que habitam este local uma excelente qualidade de vida.
As crianças, desde a mais tenra idade, já  reconhecem as cores referentes a coleta de lixo seletiva. Em cada casa tem os baldes específicos para lixo seco e úmido. No caso do lixo seco tem que se separar também plásticos, papéis, metais e vidros. Existe também uma tabela para a coleta do lixo, programada de acordo com o dia da semana.
A vila é muito limpa e jogar lixo no chão é uma atitude considerada primitiva, quase um crime inafiançável. O meu sobrinho de cinco anos realiza verdadeiras palestras sobre o tema "Como é feio jogar lixo no chão".
 Homem, fauna e flora vivem em perfeita harmonia neste lugar. Coelhos, cotias e quatis  passeiam tranquilamente pela vila e passam por nós quase nos cumprimentando, passarinhos nos acordam com verdadeiros concertos ao ar livre, dignos de fazer inveja a qualquer orquestra sinfônica.
O transporte? Adivinhem como poderia ser num lugar onde as pessoas realmente se preocupam com o mundo que vão deixar para as futuras gerações. Bicicleta, é claro! Todos se locomovem sobre duas rodas. Além de não poluir o ambiente é uma excelente maneira de manter a forma.
As crianças estudam numa excelente escola da rede Pitágoras, que possui projetos pedagógicos muito interessantes voltados para valores e preservação do meio ambiente.
Violência aqui não existe, nada de roubos, brigas, crimes, sequestros... A vila tem sistema de segurança 24 horas. As visitas de parentes e amigos precisam ser comunicadas com antecedência, pois o acesso é restrito.
Os índios de reservas próximas frequentam a vila. É comum vê-los reunidos no bosque, nos restaurantes ou nos mercados.
A vida social se resume as festas no clube, alguns restaurantes, os eventos da igreja, festas de aniversários ou reuniões de amigos em alguma casa. Os mais jovens costumam ir a Parauapebas, distante do núcleo meia hora de carro, onde há mais opções de lazer.
Amooooooooooo este lugar. Quando estou aqui descanso, coloco minhas leituras em dia, escrevo, respiro ar puro e, o mais importante, aproveito cada instante que passo ao lado de minha família e dos amigos que fiz. Só não me acostumei ainda com o frio que faz a noite, mas sempre tem cobertores apropriados além, é claro, do cafezinho quentinho de minha mami. 
O melhor aspecto deste lugar? Aqui estão a minha mãe, a minha irmã e os meus sobrinhos, algumas das pessoas que mais amo e que fazem a saudade se tornar minha fiel companheira quando volto para casa.

                                                         Saudade não se define
                                                         Uma palavra, uma reticência
                                                         Mas se quiser que rime
                                                         Saudade é a dor da ausência.

domingo, 27 de junho de 2010

Diário de Bordo


Por amar demais,
minha nau foi abandonada em alto mar.
Fiquei sem rumo e sem respostas.
No início, tristeza e solidão.
Naveguei por mares sombrios e perigosos.
Sem forças, pensei em desistir.
Minha nau quase foi destroçada.

Por amor ao espírito que habita em mim, continuei.
Icei velas, mudei a rota.
Os ventos ajudaram e, determinada, prossegui.
Durante o percurso coragem e fé.
Meu espírito renovou sua força.
Minha nau encontrou sua direção.


Avistei o porto e nele rostos conhecidos, ansiosos.
Baixei âncora, refleti, orei...
Deus, oh Deus não me abandonaste,
me deste oportunidade de lutar e vencer.
Mar calmo, brisa suave, nau inteira, novos rumos...
Eu sobrevivi e aprendi:
nunca amar demais.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Lembranças Juninas


Já contei aqui que prefiro o Carnaval aos festejos juninos, mas tenho boas lembranças das festas de São João.
Como sempre fui muito "festeira", nunca deixei de participar das comemorações do mês de Junho.
Lembro com saudade que, na infância, a família toda ia para a casa de meu avô, na cidade de Amélia Rodrigues. Lá, a festança sempre foi muito animada, com direito a fogueira no quintal, milho assado, licores caseiros e toda aquela comilança sem fim. As crianças soltando suas bombinhas de traque e as famosas chuvinhas. Isso sem falar nos vulcões, que também eram uma sensação. Ficávamos fascinados com aquelas faíscas de fogo coloridas que iam aumentando e iluminando tudo. Meu avô sempre gostou de casa cheia e amava este período de festas juninas. Quanta saudade vô!
Na adolescência, já com os hormõnios solicitando mais emoções...kkk, passava as festas desta época em Santo Amaro, junto com primas e primos, descobrindo os efeitos de um bom licor. Festas na praça com bandas de forró, parque e barraquinhas de jogos. Mas, o melhor mesmo era, com certeza, a paquera que corria solta. A fofinha aqui era bem danadinha e minha mami sempre pedia aos santos do mês que cuidassem de mim. São João, São Pedro e Santo Antonio tinham muito trabalho comigo...kkk
Na fase adulta, muitas viagens nesta época. Senhor do Bomfim, Amargosa, Santo Estevão, Aracaju, Serrinha, Maceió.... Mas, o São João inesquecível mesmo, foi uma viagem que fiz com minha irmã para Campina Grande. Essa viagem foi "a viagem", apesar de alguns contratempos.
Fomos numa excursão de ônibus, parando em algumas capitais do Nordeste, até chegarmos à Paraíba. No meio do caminho todos já se conheciam, devido a algumas dinãmicas de integração, realizadas durante a viagem. Conheci pessoas e lugares bem legais! 
As festas juninas em Capina Grande realmente são fascinantes e sempre recomendo aos meus amigos. A cidade respira forró. Gente bonita e animada. Programação bem variada com bandas, quadrilhas, apresentações que deixam os turistas encantados. Tem forró para todos os gostos, desde o pé-de-serra até os mais modernos. Comidas típicas saborosíssimas ( para quem aprecia, é claro) e licores que parecem feitos por deuses nordestinos.
A criatura aqui se animou tanto, que voltou com o pezinho esquerdo engessado. A vantagem de ter quebrado o pé e ter passado uma boa parte da noite de São João na emergência de um hospital, foi ter sido muito mimada por todos, inclusive pelo paquera (eta palavrinha antiga..rsrs), que não cansava de me paparicar. Apesar da dor e dos remédios, que me obrigaram a esquecer licores e afins, no final das contas foi tudo muito romântico...rsrs Houve até um momento em que ele, na saída da festa, digamos assim, um pouco alegrinho, decidiu que iria me carregar até o ônibus. Não tive como recusar. Ele era grandão e eu bem mais leve...rsrs  Um fofo muito cavalheiro! Resultado do cavalheirismo do rapaz? Caímos e quase quebrei o outro pé...kkk .
Lembranças, lembranças, lembranças.... Recordar é viver e neste momento, registrando essas histórias de minha vida, relembro cada momento com saudade.
Este ano, a noite de São João também foi especial e guardada com carinho na caixinha de minhas lembranças.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Agora sim, o Brasil entrou na Copa!


Ontem não assisti o jogo, pois estava voando. Mas, graças a Deus, o piloto nos informava o placar. A cada gol anunciado, os passageiros se animavam e até uma vuvuzela surgiu do nada para atazanar, mais uma vez, meu juízo. Que troço mais desagradável!
Quando cheguei ao meu destino, o jogo já havia terminado e a comemoração estava apenas começando. Imaginem como fiquei feliz ao chegar num local que amo, encontrar pessoas que amo mais ainda e já ser recebida com alegria, carinho e, é claroooooo...rsrs, aquela cervejinha geladíssima.
Toda animação da noite me fez esquecer  o frio congelante de nove graus, que quase me transformou num sorvete lindo e loiro, no aeroporto de Belo Horizonte, por seis longas horas, esperando outro vôo.
Saldo do dia de viagem: cansaço, rouquidão mais uma vez, alegria pela vitória do Brasil e um prazer enorme por desfrutar momentos tão felizes logo na chegada. 
Bom,  agora que consegui assisti os melhores momentos do jogo de ontem, tenho a  satisfação de constatar que nossa seleção, finalmente, entrou na Copa do Mundo com vontade. Que gol maravilhoso foi aquele de Luís Fabiano gente? Uma obra de arte! Gostei! E mão santa ou braço santo, não existiu não! Matou a bola no peito. Coisa de craque brasileiro. Sabemos que as torcidas contrárias, principalmente os beijoqueiros de Maradona, vão ironizar. Puro despeito.
 A seleção encontrou  a ginga e tradição do nosso futebol. Os talentos afloraram! Nossos jogadores jogaram com garra e determinação. Defesa e ataque se entenderam e nos presentearam com lances dignos de pentacampeões e agora, mais do que nunca, favoritos a levar o título pela sexta vez!
A única coisa que empanou um pouco o brilho da vitória foi a expulsão de Kaká. Não sabia que aquele rapaz tão bonitinho e educadinho tinha um lado explosivo. Esse lado explosivo do lindinho tem que ser aproveitado contra os argentinos.
Mas, o importante mesmo, é já estarmos classificados e prontinhos para, na sexta-feira, mostrarmos que não é a toa que somos o país do futebol aos portugueses que, ironicamente, tiveram sua colaboração na formação deste povo que tem ginga e raça para driblar adversidades, dentro e fora de campo.

E que venham os lusos!!

sábado, 19 de junho de 2010

Viajar enriquece o espírito!




Amoooooooo viajar!  Viajar é sair da rotina em busca de novas experiências. Fazemos malas de roupas e nos desfazemos de bagagens emocionais. Esvaziamos nosso espírito de rotina e o enchemos de novidades.
Conhecer lugares e pessoas novas são experiências que vão se somando, formando assim, capítulos de nossa história de vida.
E quanto mais o lugar é simples, paradisíaco, poético, cultural, mais fico encantada! Meu espírito não precisa de lugares sofisticados, precisa de momentos especiais, em lugares especiais e com pessoas dispostas a vivenciarem o novo comigo!
As viagens podem acontecer por diversos motivos: trabalho , turismo, visita, festas... Podem ser românticas ou com amigos. Mas, seja qual for o destino e o motivo que nos faz viajar, sempre será um drible na rotina.
É claro que as viagens turísticas são as melhores! Cada dia de viagem é sempre um presente para ser desembrulhado devagar e com carinho, aproveitando cada minuto, registrando e compartilhando cada descoberta com o amado ou com amigos. Essas viagens são maravilhosas! Mas, as viagens para reencontrarmos pessoas que amamos são essenciais.
Domingo viajarei mais uma vez e já estou com minhas malas prontas...rsrs Dessa vez para um lugar que já conheço, mas voltar lá me empolga e me faz muitooooooo feliz, pois é o lugar onde encontrarei pessoas que amo e que fazem muita falta. Um lugar onde fiz muitos amigos e não vejo a hora de reencontrá-los. Sei que muitos momentos intensos e felizes me aguardam e mesmo sabendo que tomarei, novamente, chá de aeroporto, sempre valerá a pena! Além do mais, passarei as festas juninas em excelente companhia.
Família, amigos, licor, forró e Copa do Mundo! Tem coisa melhor?
Eta vida boa sô!
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